Páginas dedicadas

Dente-de-Leão

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Acredito que a gente veio ao mundo por um sopro.

Daqueles fortes, em que o pulmão pede emprestado um pouco de ar pro coração. Daqueles sem educação, em que pedacinhos do nosso inteiro se espalham por todo canto sem nem pedir permissão.

Deve ser por isso que, às vezes, nos vemos uns nos outros. Deve ser o encontro com o que, de nós, se perdeu no mundo. Caindo em outras cidades, outros estados. Em outros contextos. Outros abraços.

E, talvez, seja essa uma das delícias da vida: andar por aí fazendo coleção. Enchendo dessas pequenas peças o grande mosaico que é nosso coração.


Aos pedaços de mim que encontrei nesse 2015.
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Conchas

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Somos sobreviventes dos mesmos maremotos. Acostumados a arrebentar, com a frágil bravura de nossos corpos, as mesmas ondas. Somos aqueles que boiam tranquilos pelos mesmos mares. E que, às vezes, se deixam afundar antes das próximas encostas.

Talvez não saibamos pra que lado remaremos com nossas embarcações agora. Mas temos a certeza de que seremos, sempre, banhados pelas mesmas águas.

Porque podemos ter nos tornado ilhas distantes, mas nossos litorais são feitos da mesma areia. E abrigam as mesmas conchas. Que, juntas ao pé do ouvido ou próximas ao coração, ecoam uma melodia em comum. Uníssona. Na cadência da mais sincera amizade.


À Sabrina
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