Sobre a Vida

Ponte

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Com o futuro já alpino no céu, vi erguerem-se também algumas sombras do passado.

Inundei minhas lembranças com a imagem daquele menino sem lugar. Enxarquei os olhos para encher o vácuo que, junto com o medo, me crescia no peito. Deixei, então, minha alma transbordar.

Lembrei da sensação de estar sozinho. Do quão libertador e assustador é. Lembrei que há muito a percorrer. Mas que outro tanto já o fora. Temi rever o velho. Temi ver o novo.

Mas, principalmente, temi o medo. Temi permanecer. Temi estacionar e não ter novas palavras para, minhas linhas, adornar.

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