Sobre a Vida

Indômito

ncnc_passaro
A felicidade é como um pássaro selvagem. De coração indomável. E espírito livre.
 
Foi para um desses, dos mais raros que existem, que estendi o braço. E abri a mão. Foi para um que juntei as pontas dos dedos à palma. Uma. Duas. Três vezes: – “Vem!”.
 
Quis que chegassem. O pássaro. E a felicidade. Ao meu comando. Demandado da minha vontade. Sob meu desejo.
 
Em vão. Esse braço lá permaneceu. Disponível. Na espera eterna pelo seu pouso. Pelo seu deitar acomodado sobre meus dedos, no centro da minha mão.
 
A mim, então, restou o vazio. O recolher do braço. Restou aceitar seu afastar. Compreender que assim é a felicidade: fugaz. Que ela deve ter livre o seu voar. Porque, quando o momento de sermos chegar, à minha mão, esse pássaro irá retornar.
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