Sobre a Vida

da Janela

 

 

 

 

 

 

A chuva ameaçava escurecer o dia. Como instinto, fechei uma a uma as janelas de casa. Estava protegido, me sentindo seguro.

Subtamente, um sufoco subiu a garganta e travou minha respiração. Num impulso, abri a janela mais próxima das minhas mãos e fechei os olhos. Foi rápido. Tempo suficiente para um suave vento bater contra meu rosto e me devolver o ar.

Quando abri os olhos, vi que uma gota de chuva batera contra meus óculos. Sussurei um palavrão e pensei que deveria ter deixado os vidros fechados. Me pouparia do incômodo trabalho de secar as lentes.

Mas o vento veio novamente, forte o suficiente para me fazer esquecer do próximo palavrão. Foi quando realmente abri os olhos:

Aquela incômoda gota de chuva, em algum momento, despareceria. Já o vento, ele estaria sempre ali. Mesmo que em intensidades diferentes (claro, nada se mantém tão constante), é ele quem movimenta as folhas das árvores e faz andar aquilo que foi suave o bastante pra ficar caído pelo caminho.

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